Introdução
A Toxina Botulínica é uma substancia derivada da bactéria chamada de clostridium botulinum. Esta bactéria é a responsável pelo botulismo, doença que se caracteriza pelo relaxamento dos músculos e bloqueio das secreções do corpo.
Nosso coração é um músculo e se ele relaxar, nós não iremos sobreviver, pois o músculo tem que se contrair para manter nossa vida.
Utilizando a observação científica, um médico Americano concluiu que se esta toxina agia relaxando o músculo ela também poderia ser utilizada para relaxar músculos que por algum motivo estivessem contraídos.
Este cientista usou a ação aparentemente negativa da toxina (relaxar), e a transformou em ação positiva (relaxar o músculo que está arbitrariamente contraído).
Durante a última década, houve um avanço considerável na compreensão de como a Toxina botulínica atuava nas células.
Mecanismo de Ação
A Toxina Botulínica também é conhecida como Neurotoxina Botulínica
Existem sete tipos diferentes (sorotipos) da Toxina Botulínica (A, B, C1, D, E, F e G); todos eles relaxam a musculatura, porém com consideráveis características em seus efeitos e em suas potências (Aoki e Guyer, 2001; Dolly e cols., 2002).
A Toxina Botulínica do tipo A tem sido extensivamente a mais estudada e demonstra ter indicação com excelentes resultados terapêuticos para várias doenças onde um músculo contraído esta envolvido.
De uma maneira geral, o músculo é inervado por motoneurônios. Os motoneurônios se juntam e formam os nervos periféricos que se ramificam no interior do músculo, dando origem as terminações nervosas. As terminações nervosas estabelecem contato com as fibras musculares formando uma unidade motora.
O sinal que provoca a contração de um músculo origina-se no sistema nervoso central e é transmitido como ação para os motoneurônios, onde consequentemente alcança as fibras do músculo gerando sua contração.